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Infertilidade Conjugal
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Infertilidade Conjugal

A dificuldade para engravidar é um problema que afeta casais em todo o mundo, aumentando a busca por clínicas especializadas em reprodução assistida. Como a causa para a ausência de gravidez pode estar relacionada tanto ao homem quanto à mulher, é utilizado o termo infertilidade conjugal.

O que é infertilidade conjugal e como é feito o diagnóstico?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a infertilidade conjugal é a ausência de gravidez espontânea após um período de um ano com relações sexuais frequentes (cerca de três vezes por semana), sem o uso de métodos contraceptivos.

 

No caso das mulheres com mais de 35 anos, recomenda-se que a investigação seja realizada após seis meses de tentativa. O diagnóstico da infertilidade feminina é feito com base em exames de imagem e exames laboratoriais:

 

  • Ultrassom pélvico;

  • Ultrassom transvaginal;

  • Histerossalpingografia;

  • Dosagens de hormônios (FSH, LH, estradiol, progesterona, hormônio anti-mulleriano, prolactina, TSH, T4 livre).

 

Já o diagnóstico da infertilidade masculina é realizado após análise do exame de espermograma. 

 

Além disso, são solicitados exames de sorologia (sífilis, HIV, HTLV 1 e 2, hepatite B, hepatite C, toxoplasmose, rubéola) para o casal como pré-requisito da ANVISA para realização de tratamentos.

 

É necessário alertar que cerca de 40% dos casos de infertilidade conjugal são causados por fatores masculinos, outros 40% por fatores femininos e entre 20 e 40% por uma associação de fatores masculinos e femininos.

Quais as causas da infertilidade feminina?

As causas da  infertilidade feminina estão associadas a fatores ovarianos, fatores tuboperitoneal, fatores uterinos e endometriose.

  • Fatores ovarianos

Um dos exemplos mais clássicos é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que altera os níveis hormonais e leva à formação de cistos nos ovários. Mas, existem outras causas, como alterações hormonais e hipogonadismo-hipogonadotrófico.

  • Fatores tuboperitoneal

Destacam-se os processos infecciosos e/ou inflamatórios no abdômen, cirurgias prévias e a endometriose nas tubas uterinas.

  • Fatores uterinos

Englobam miomas (nódulos de musculatura uterina), pólipos, sinéquias (aderência de tecidos), adenomiose (presença de tecido endometrial na musculatura do útero) e septos uterinos.

  • Endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória que consiste na presença de tecido endometrial fora do endométrio e pode prejudicar a qualidade dos óvulos e alterar a implantação embrionária.

Quais as causas da infertilidade masculina?

A infertilidade conjugal também pode ser causada por fatores masculinos, como disfunções sexuais, alterações na qualidade do sêmen e azoospermia.

  • Disfunções sexuais

A dificuldade para manter a ereção, seja por razões psicológicas ou anatômicas, que possibilite as relações sexuais pode estar relacionada a infertilidade masculina.

  • Alteração na qualidade do sêmen

As alterações na qualidade do sêmen, que englobam diminuição na concentração, motilidade ou morfologia (formato) dos espermatozoides, podem influenciar na fertilidade.

  • Azoospermia

É a ausência total de espermatozóides no sêmen, causada por obstrução de passagem no trato genital masculino ou pela ausência da produção de espermatozóides nos testículos.

 

Além disso, é importante ressaltar que em cerca de 10 a 15% dos casos o diagnóstico não é fechado para determinar as causas da infertilidade conjugal.

Afinal, existe tratamento para infertilidade conjugal?

O tratamento da infertilidade conjugal depende da causa do problema. Sendo assim, pode variar entre tratamento de baixa complexidade (coito programado, inseminação intrauterina) e alta complexidade (fertilização in vitro), além de tratamentos cirúrgicos.

 

  • Coito programado (relação sexual programada)

 

O “coito programado” consiste em acompanhar o ciclo menstrual da mulher para determinar em qual período há maior chance de gravidez para que seja realizada uma estimulação ovariana e orientar o casal sobre o momento mais favorável à fecundação.

 

  • Inseminação intrauterina

 

A inseminação intrauterina é a inserção do sêmen, coletado e preparado previamente, no interior do útero antes da ovulação. O método permite que os espermatozóides cheguem até os óvulos para que ocorra a fertilização e a formação do embrião. 

 

Tanto no coito programado quanto na inseminação é possível realizar a estimulação ovariana para crescimento de folículos.

 

  • Fertilização in vitro

 

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais famosas. O tratamento consiste na formação de embriões em laboratório, que posteriormente serão transferidos para o útero.

 

  • Tratamento cirúrgico

 

Miomas, pólipos, malformações uterinas e alterações tubárias que estejam dificultando a gravidez podem ser corrigidos via laparoscopia ou histeroscopia. Já os homens podem tratar cirurgicamente a varicocele (dilatação anormal das veias dentro do escroto) e reverter a vasectomia.

 

O diagnóstico e a escolha do tratamento para infertilidade conjugal são feitos por um médico especialista em reprodução humana.

Medico Urologista

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